sexta-feira, 28 de novembro de 2014

BLACK FRIDAY!!


Vírus vindo dos EUA há poucos anos, trazido por uma leva de consumistas impregnados com esta febre e decididos a espalhar tal epidemia.
O primeiro contato surge algumas semanas antes com milhões de imagens subliminares multiplicadas pela mídia eletrônica e a certeza de que ele, o consumidor ávido e alucinado, estará predisposto a tal contaminação.
O segundo contato, já absorvendo o vírus e iniciado por um processo de ansiedade, começado na véspera da contaminação com mais publicidades e a mente cheia de idéias do que ele irá consumir.
Finalmente, o contato com o vírus, iniciado nas primeiras horas do dia, com uma busca frenética da melhor oferta, cego pelo negócio fácil e a garantia de ter o objeto do desejo (será que ele realmente precisaria daquilo?).
Um mês depois da contaminação, vem o pior:
A fatura no cartão de crédito, a respiração acelerada, os pensamentos ruins , além dos saldos negativos no banco e a vontade de gritar: 
PORQUE EU GASTEI TANTO EM COISAS QUE NÃO PRECISO?
Caro colega, tarde demais...
A única vacina contra esta imposição Norte Americana é, no bom inglês: 
SELF-CONTROL!
Bom dia!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Primavera!

Primavera é renovação, recomeço, início de novas metas, outros desafios.
Estamos há três meses do final do ano, agora começando a contagem regressiva.
Conheço bem esta estação, em dois hemisférios distintos. 
Uma é realmente a estação das flores, tudo brota, tudo acorda de um Inverno rude.
Tiramos os casacos, abrimos as janelas e os dias ficam mais longos.
Hora de começarmos a pensar em piqueniques e saídas nos finais de semana.
A espera do fim do ano letivo...projetos de férias à caminho...
Esta é uma delas...
A outra...é no Brasil.
Por aqui somos abençoados, pois floresce o ano todo.
A Primavera é...é permanente!
Porém, este ano, fomos agraciados com a seca, verdade que sofremos um pouco.
Mas as flores...
Ah! Estas aproveitaram o tempo seco e floresceram!
Primaveras ou Boungavilles, Azaléas, Belas-Emílias, Ipês, Camélias, Damas-da-noite...colorem e perfumam as noites de final de Inverno, um tanto quente para a época.
Eu tenho sorte.
De ver cada flor, de sentir cada perfume, de poder não somente receber esta graça do Inverno partindo, como receber a Primavera chegando.
E...nesta linda estação eu desejo:
- Um novo recomeço;
- O passado apagado para sempre;
- Muitos passeios;
- Novas viagens;
- Piqueniques!;
- Novos projetos;
- Muitos abraços;
- Novos reencontros;
- Muitos sorrisos;
- Paz para aqueles cansados das guerras;
- Perfumes de chuva;
- Árvores verdes regadas pelas tempestades;
- Flores;
- Família feliz;
- Compaixão;
- Amor.
Feliz Primavera!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Cidade Seca

Vivemos uma situação inédita. 
Somos nós os culpados deste resultado.
Não são os políticos.
Não são as autoridades.
Somos eu, você e todos nós.
A geração que se foi e não aprendeu a economizar recursos naturais e matéria-prima, não souberam utilizar de forma consciente aquilo que nos foi ofertado gratuitamente.
A geração que aqui está nada fazem ou não sabem o que fazer, por não ter tido a herança de um aprendizado consciente, a educação necessária para respeitar este Planeta.
Somos gananciosos, somos destruidores e acabamos com os recursos naturais e afetamos o clima.
Somos egoístas e somente olhamos o nosso lado.
Vejo pessoas lavando quintais escondidos, durante à noite, sabem que a água está em falta e não se solidarizam com a crise.
Poderemos viver sem petróleo, criando outras formas de combustível, adaptando transportes e cidades.
Mas não poderemos viver sem água.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Nossos anjos do lar

Esta mulher que conheci hoje é muito especial.
Por mais de uma década ela está ao lado de uma família.
Nos bons e maus momentos, apoiando, ajudando.
Em ações, em silêncio às vezes.
Guardando com ela segredos.
Querendo, às vezes, ajudar além do que ela consegue.
Admiro muito e tenho muito respeito por estas que são nossos braços direitos, que confiamos nossa casa, nossos filhos, nossos maridos ou esposas.
Que para estarmos trabalhando deixamos para ela toda a organização.
Elas saem de suas casas e vem cuidar da nossa.
Pegam 3 ou 4 ônibus, acordam 3 ou 4 horas da manhã.
Cozinham, lavam, passam, escutam choros, lamentações, brincadeiras e risos de nossos filhos e não compartilham quase nunca momentos agradáveis com os seus.
E que, às vezes são babás de nossos filhos ou damas de companhias de nossas mães ou pais idosos.
Velando, cuidando, alertando quando algo não está bem.
São anjos em nossos lares.
À todas vocês: Reginas, Marias, Cidas, Toinhas, Carmens, Letícias, Cris, Edileuzas, Cleuzas, entre tantas outras, o meu agradecimento profundo e sincero e o meu respeito.
Sem vocês, nos ajudando, seria muito difícil estar onde estamos.
Que Deus continue abençoando todas vocês!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eliana foi minha amiga, hoje virou anjo e partiu para alegrar o céu!

Não foi uma segunda banal.
Hoje eu voltei para alguns momentos de vida.
Bons momentos.
Éramos adolescentes, tínhamos ideais, o futuro nos esperava de braços abertos, havia tempo, muito tempo.
Tínhamos a mesma turma.
Ela magra, cabelos lisos e longos e sabia o que queria.
Eu, mais curvilínea, cabelos ondulados e muito ingênua, sempre cedia para agradar as amigas.
Lembro-me da moda da saia cigana.
Como custava caro, minha mãe cozia em tecido de crepe.
Eram rodadas, verdes, azuis, com fitas de seda entre as costuras dos babados.
íamos a discoteca com estas saias:
Dancing Days, meias de Lurex.
Nos divertíamos!
E como!
Nossos pais eram amigos, daqueles que conversam solto em cadeiras na praça.
Era cinema, carnival no São Paulo e fantasias criadas por improvisações de tecidos.
Chegou no bairro mais uma amiga: Luiza.
Éramos três, às vezes com a Therezinha…quatro.
Sempre unidas, sempre divertindo, até brigando por ciúmes uma da outra.
Ela foi para um colégio e eu para o IADÊ.
Nos víamos vez ou outra, já não éramos tão próximas, mas mesmo assim tentávamos um "olá"!
Um belo sábado, um moço (que veio se tornar meu marido) procurando a casa da Ana Stella Duarte, para um primeiro encontro, deu de cara com minha amiga empoleirada no portão (fazíamos isso nos portões baixos para conversar e ver o movimento da rua) e pensou que fosse eu.
Ele sempre que contava como fora nosso primeiro encontro, citava a minha amiga e o receio que ela era eu, pois ele tinha gosto diferente (gosto não se discute, não é?) e via uma outra imagem quando conversou comigo pelo telefone.
Me casei, morei fora, tive filhos.
Minha amiga se casou com um rapaz querido da turma, foi trabalhar como assistente social e não teve filhos.
Eu a via de tempos em tempos.
Via meus filhos, fazia elogios, dizia que estava bem.
Eu, sempre recebendo-a de braços abertos.
Em 2012/2013, morando na minha mãe, sempre encontrava com ela na Praça passeando seus cães.
Ela ficava admirada com o tamanho de meus filhos, com minha virada na profissão e na minha vida.
Hoje, ela se foi.
Um câncer a levou embora.
Levou uma parte de minha adolescência, juventude, estórias e memórias.
Ela iria completar 50 anos no dia 14/08, mesmo dia que meu pai fazia aniversário.
Eliana querida, nunca esquecerei tudo que vivemos juntos.
Nunca esquecerei tuas risadas soltas e seus sorriso largo.
Seus cabelos lisos que tanto queria ter.
Seu jeito decidido e sua coragem.
Amiga, fique com os anjos e descanse em paz.
Amo você amiga adolescente de tantas estórias!